domingo, 10 de janeiro de 2010

Um breve debate com Agnes Heller sobre os Papéis Sociais.


A função social é a união de vários determinantes da vida cotidiana que trazemos em nossa bagagem histórica. Toda esta característica esta ligada na existência social do homem, pois não existe nenhum limite entre o comportamento destituídos  do caráter do papel e aqueles que o possuem.
É impossível imaginarmos um mundo único, sem imitações pois o homem é capaz de copiar funções isoladas ou formas de condutas e  de ação, através da assimilação de papeis, pois a assimilação mecânica é a assimilação ativa. O caráter estruturado do uso e a presença simultânea das reações costumeiras são um pressuposto da função do papel, pois a sociedade não funcionaria sem seus costumes e clichês. O sistema de condições condicionado do homem permite a uma sociedade, mecanizar a maior parte de suas ações, pratica-las de um modo instintivo, ou seja, concentrar  o pensamento, a forca  moral, etc.
Sabemos que o homem por mais moralmente consciente é incapaz de auto se avaliar. Não é pelo fato de assumir uma determinada situação previamente construída, que o portador de um papel converte sua função em papel.
A questão do costume fica manifestada claramente quando nos relacionamos com a tradução e a moda. A tradição  esta relacionada ao passado, enquanto a moda direciona-se sua orientação ao futuro.
As sociedades pré-capitalista orienta-se essencialmente para o passado.  Por estarmos assim tão ligados a situações geradas por atitudes dos nossos antepassados que o autor utiliza a frase onde: “os filhos imitam os pais e os pais imitam os avós...”
A orientação para o futuro termina por transformar-se em moda, da mesma maneira como vão se estereotipando os sistemas funcionais da sociedade, do mesmo modo os tipos de comportamento tendem a converter-se em papeis. Assim a orientação para o futuro transforma-se na necessidade de não ficar atrasado com relação à moda, para desempenhar bem o seu papel, não podemos permitir o menor atraso com a moda.
Portanto a moda pode ser vista como uma manifestação alienada da orientação para o futuro que busca o crescimento da categoria de “papel”.
O homem sente mais necessidade de representar transformações diante de um publico devido à cobrança que a sociedade lhe impõe. “A necessidade de dar exemplos”.
É bem mais fácil aceitar um erro diante do publico, mas isso não significa que o homem seja mais honesto e mais sincero.
Assumir uma postura em publico não tem nada haver com o desempenhar de um papel, pois não podemos esquecer a diferença de  intensidade existente entre a atitude solidária e atitude pública, pois tal comportamento  se da aos clichês estereotipados e também não podemos esquecer dos clichês obrigatórios destinado ao publico da moda;o sorriso obrigatório, o otimismo incondicional exigido.
A personalidade humana é o resultante da complexa relação social.  Por outro lado, todo o homem pode obter um conhecimento do individuo que lhe é permitido averiguar, ou seja, determinadas ações expressam algo decisivo da sua essência, o que poderá levá-lo a compreender o passado e o futuro, mas isso não é uma regra  pois toda regra tem seus equívocos.
Não podemos esquecer que a sociedade tem entrelaçado ao papel o fato de representação, por exemplo: devo me comportar, muito obrigado, agir como um cavalheiro, ...
A obrigação manifesta no dever-se pode ser uma meta do homem, mas não tem necessariamente de zelo.
A alienação  enquanto estereotipia não se revela no fato de que os homens escolham idéias e o imitem em seus comportamentos. Esse é um momento necessário do desenvolvimento da personalidade humana.
A personalidade individual, o individuo não pode se explicitar na escolha do ideal, pois o ideal é mercadoria, e o homem não é criador, mas consumidor de idéias.
Vimos que as funções do tipo “papel” são condicionadas antes de tudo, pelo conjunto da sociedade, e em todos esses contextos existem excêntricos, rebeldes e revolucionários, e indivíduos que vivem em “incógnito de oposição”.
O autor lembra que a burguesia, cujo cotidiano pode ser visto como clichês vêem-se constantemente em face da necessidade de elaborar respostas não determinadas pelo papel, por causa da luta de classes e por constante aparecimento de situações novas.
E  no final a autora ironiza sobre a dificuldade de compreender as ações de comportamento em relação ao papel que o individuo deve ter diante de uma sociedade.

2 comentários:

  1. Prezado Vanderley; em 1995 publiquei resultado de uma pesquisa parcial, na qual apontava Christalino Luiz da Silva como sendo o "possivel" coronel que tenha dado origem ao nome do bairro de vila "Nhocuné". No entanto, posteriormente, tendo continuado as pesquisas, descobri que: em 1872, quando Christalino e outros, foram donos das terras dessa localidade, as mesmas já eram chamadas de "sítio Nhocuné". Portanto, a origem do nome do bairro é anterior á Christalino. Você e outros blogueiros veem publicando aquela pesquisa parcial, e multiplicando o meu equívoco. Em julho próximo, devo publicar um trabalho ratificando a informação; em função, disso seria conveniente retirar do ar a informação equivocada sobre Christalino.
    Receba meu fraternal abraço! Zé Carlos Batalhafam.

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  2. obrigado amigo pela informação...eu morrei neste bairro e sinto saudade!!!!

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