terça-feira, 12 de janeiro de 2010
Quando as paisagens se confundem
Belíssimas arquiteturas modulam o centro de Porto alegre, obras majestosas que nos transportam ao reino do Imperador. Os velhos casarões e suas rachaduras imponentes contrastam a nobreza de um período glorioso.
O Largo da Prefeitura, a Praça da Alfândega, os patrimônios tombados historicamente em vários pontos da cidade, demonstram claramente que a intenção é preservar a historicidade da cidade.
Em contra partida a modernidade tão discutida nos grandes centros universitários do país, aparece hoje de forma “não tão mais” discreta aos olhos subjetivados dos pedestres, que caminham rapidamente, coordenadamente para manter a ordem social.
As relações afetivas estão dominadas pela Globalização da racionalidade, ou seja, quando falamos em ser cidadão racional, manter o individual “eu” dos conceitos éticos e morais sugeridos em nossa educação, o fator que nos movem na bondade ou maldade, a cartilha que nossos pais nos ensinaram e os professores gastaram seus “Latins” explicando, deixamos nossas convicções serem levadas pelo senso comum da Globalização racionalizada. Eu não vejo, não falo e não escuto, apenas reproduzo o que os outros reproduzem.
Antigamente as grandes cidades cresciam desordenadas, hoje não crescem mais, por falta de espaço. Tudo se transformou em pedra e aço, mas existe uma ironia nisto tudo, é que acabaram-se os espaços para as grandes metrópoles continuarem ha crescer de forma desordenadas, mas a “sociedade desligada” ainda não assimilou sobre as conseqüências da degradação ao meio ambiente. A dor terá que ser bem mais funda para percebemos o que fizemos no passado, não tão distante.
As paisagens ainda se confundem, assim como os desejos, as raças, os determinismos, entre nossos prédios majestosos e arquiteturas modernas, ainda estão lá, muitas vezes sentadas, outras vezes deitadas ou simplesmente paradas, observando as mudanças sem movimentações, tudo muda, mas a nossa indiferença continua a mesma.
As pessoas passam entre arranha-céus e praças, entre modernidades e antiguidades, entre brancos e negros, semáforos e carros, mas não conseguem ver alguém deitado com a mão estendida, seria o individualismo tanto discutido por Louis Dumont em seus livros? A banalidade tomou conta da sanidade humana? A perda dos valores, dos princípios e da ética, foram corrompidos pela mídia?
A linha da pobreza ainda é muito discutida na teoria, mas na prática ela precisa ainda ultrapassar a linha da banalidade, da indiferença e do individualismo.
Diariamente convivemos com esta realidade, mas as paisagens ainda se confundem algumas não tão belas, mas às vezes imperceptíveis.
“O local e o global, estão distantes e próximos, diversos e iguais. As identidades embaralham-se, multiplicam-se. O mundo torna-se mais complexo, mais simples, micro e macro, épico e dramático”.
O. Ianni
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CONCEITO DE DIREITOS HUMANOS
ResponderExcluirA expressão Direitos Humanos já diz, claramente, o que este significa. Direitos Humanos são os direitos do homem. Diria que são direitos que visam resguardar os valores mais preciosos da pessoa humana, ou seja, direitos que visam resguardar a solidariedade, a igualdade, a fraternidade, a liberdade, a dignidade da pessoa humana. No entanto, apesar de facilmente identificado, a construção de um conceito que o defina, não é uma tarefa fácil, em razão da amplitude do tema.
"Direitos Humanos são uma idéia política com base moral e estão intimamente relacionados com os conceitos de justiça, igualdade e democracia. Eles são uma expressão do relacionamento que deveria prevalecer entre os membros de uma sociedade e entre indivíduos e Estados. Os Direitos Humanos devem ser reconhecidos em qualquer Estado, grande ou pequeno, pobre ou rico, independentemente do sistema social e econômico que essa nação adota."
Fonte: http://www.dhnet.org.br/direitos/textos/dh_utopia/2conceito.html
Muito boa essa postagem com o tema "Quando as paisagens se confundem".
ResponderExcluirEu, como um fanático por música, tenho a tendência de ver música nas coisas da vida. Sejam elas boas ou ruins, alegres ou tristes.
E vejo como estranhamente são conduzidas as questões sobre pobreza e desigualdade pelos governantes do nosso país.
Normalmente já é bizarro, agora em época de eleições vemos as promessas em que temos que acreditar e torcer (com força) para que sejam cumpridas.
Portanto, voltando ao início do meu comentário onde eu falei sobre musica e como diria o rei Elvis: "little less conversation a little more action" (um pouco menos de conversa e um pouco mais de ação)
Prezado Vanderley; em 1995 publiquei resultado de uma pesquisa parcial, na qual apontava Christalino Luiz da Silva como sendo o "possivel" coronel que tenha dado origem ao nome do bairro de vila "Nhocuné". No entanto, posteriormente, tendo continuado as pesquisas, descobri que: em 1872, quando Christalino e outros, foram donos das terras dessa localidade, as mesmas já eram chamadas de "sítio Nhocuné". Portanto, a origem do nome do bairro é anterior á Christalino. Você e outros blogueiros veem publicando aquela pesquisa parcial, e multiplicando o meu equívoco. Em julho próximo, devo publicar um trabalho ratificando a informação; em função, disso seria conveniente retirar do ar a informação equivocada sobre Christalino.
ResponderExcluirReceba meu fraternal abraço! Zé Carlos Batalhafam.